sexta-feira, 3 de abril de 2015

Talma&Gadelha faz poesia cotidiana em "Mira"

Se música fosse pura literatura, não tenho dúvida que "Mira" estaria entre as poesias contemporâneas mais deliciosas da nova geração. Terceiro álbum de carreira da banda Talma&Gadelha, "Mira" foi lançado essa semana e é um daqueles trabalhos para colocar no fone e repensar uma série de questões pessoais e afetivas de forma ligeiramente despretensiosa. É como um papo de amigos que deixa a noite mais gostosa, mas que rende goles de poesia cotidiana que provoca.

Gravado com a nova formação, o disco confirma o que já era evidente: a parceria de Simona Talma e Luiz Gadelha funciona maravilhosamente bem. A dupla assina todas as composições do disco (com participação de Adriano Sudário em duas faixas) e não perde a mão em momento algum, mostrando que sintonia não falta quando o lance é expressão. Prova disso é o pop rock tropical de "Bons Conselhos Para Humanos", um verdadeiro texto que deve ser levado como conselho para a vida.
Mas a viagem de "Mira" começa com o rock marcado de "Valentina", que lembra a sonoridade já experimentada pela banda nos discos anteriores. O gostoso é que o álbum não se prende a isso, ele amplia as referências da banda, seja na sonoridade mais retrô com o rock cheio de compasso em "Ioiô", seja com o flerte charmoso com pop brasileiro da década da 90 em "Babalú". Por falar em novas influências, "O amor é meu vício" traz o rap para o trabalho com a participação de Alexandre Taurus, complemento necessário para dar força ao desejo de amor cantado por Talma&Gadelha.


Mas nada me encantou mais do que a melodia de "Me Beija". Ao tempo que traz sutileza, a faixa instiga o sentimento de querer ouvi-la em uma repetição quase constante, uma espécie de beijo sem pausa, para que a entrega seja completa. Se em "Meu Croissant" o tom é leve e amoroso, "Me Fudi" finaliza o disco com a letra mais forte e sincera da nova leva de composições e ainda ganha força na interpretação certeira de Simona Talma.
Entre tantos compassos, "Mira" é mais uma prova de que a produção de pop rock brasileira pulsa de forma plural, criativa e poética. O melhor: dá para baixar gratuitamente clicando aqui.
Ouça "Mira" no Youtube

 
Por Patrick Moraes

Fonte  

10 CDs: Wado, Molina, Andrês, Gilbertos…

“1977″, Wado
Download gratuito: http://wado.com.br/
Novo disco de Wado, sucessor de “Vazio Tropical”
“El Desencanto”, Molina y Los Cosmicos
Download gratuito: http://www.molina.uy/
Excelente folk do Uruguai. Leia entrevista com a banda aqui
“Aurora”, Andrês Correa
Download gratuito: http://andrescorrea.com.co/
“Um disco alvo de um discreto e indissolúvel amor”. Leia critica 
“Um Novo Ritmo Vai Nascer”, The Gilbertos
Download: http://midsummermadness.bandcamp.com/
Quarto álbum da banda de Thomas Pappon (Voluntários da Pátria, Fellini & Smack) lançando também em fita k7 (edição limitada)
“Mira”, Talma&Gadelha
Download gratuito: http://dosol.com.br/talmagadelha-mira-2015/
Terceiro álbum dos potiguares Luiz Gadelha e Simona Talma

Por Marcelo Costa - Editor do Scream & Yell

Fonte   

Talma & Gadelha - Mira Por André Felipe de Medeiros; 17/03/2015


  • Ano: 2015
  • Produção: Henrique Geladeira
  • # Faixas: 10
  • Estilos: Indie Rock, Pop Rock, MPB
  • Duração: 35'









"O amor é meu vício, é meu bicho de estimação. Suas patas pesadas esmagam meu coração" - são versos assim que mostram que Talma & Gadelha investiu em um romantismo Pop para acompanhar o Rock carismático que faz no álbum Mira.
São aquelas mesmas boas características ouvidas em seu trabalho anterior, Maiô, desenvolvidas agora em um clima mais sereno, com cara de fim de semana bem acompanhado com vista pro mar. Letras apaixonadas e divertidas acompanham uma fusão de Indie Rock e Pop Rock com muita influência da música brasileira (sim, isso é possível. Mais ainda, é uma sonoridade que a banda parece construir naturalmente, sem grandes esforços).
Os 35 minutos que compõem o disco passam rápido, já que cada uma das dez faixas fluem tranquilamente por si só. É o tipo de CD que você começa a tocar e, quando se dá conta, já está tocando de novo. Alguns dos versos, porém, saltam aos ouvidos de tempos em tempos - como a brincadeira com croissant e coração em Meu Croissant.
De audição fácil, Mira vem como uma boa alternativa pra quem procura um som gostoso pro tempo passar mais rápido enquanto não dá a hora de ver a pessoa querida (e dá a impressão de que o álbum deve ficar ainda melhor ao vivo). A conclusão com Me Fodi é um anticlímax triste para um anticlímax triste para um disco, no geral, feliz, o que deixa o fim aberto para o próximo capítulo da história da banda. Enquanto ele não chega, desfrutemos deste.

Bom para quem ouve: Banda do Mar , Ludov , Gram
Artista: Talma&Gadelha
Marcadores: Pop Rock, Indie Rock
 
 Fonte

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Talma, Gadelha e Wanderléa no Música no Ar de dezembro

Banda de rock potiguar traz a Ternurinha da Jovem Guarda para terceira edição do evento.
Da redação, 8 de dezembro de 2014
Por No Minuto.com



Ternurinha da Jovem Guarda, a cantora Wanderléa é atração nacional do Projeto Música no Ar – Unindo Talentos, que chega ao final da sua terceira edição, no dia 17 de dezembro, no Teatro Riachuelo. Wanderléa será convidada pela atração principal da noite, a banda de rock potiguar, Talma&Gadelha, dos cantores e compositores Simona Talma e Luiz Gadelha. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos na entrada do teatro.

A banda anfitriã, que ainda tem na formação Adriano Sudário, na guitarra, Henrique Rocha, no vocal e guitarra e Khalil Oliveira, na bateria, completou três anos de carreira com apresentações em importantes festivais como Festival MADA (RN), Grito Rock (AL e PB), Feira Noize (BA) e projetos como “Prata da Casa” no SESC Pompéia (SP) e BNB Cultural (PB e CE), além dos mais de 30 shows independentes.
Wanderléa foi uma das mais famosas cantoras brasileiras da década de 60. Sucesso da Jovem Guarda, movimento deu origem a toda uma nova linguagem musical e comportamental no Brasil, se transformando em um dos maiores fenômenos nacionais do século XX. Ao lado de Erasmo e Roberto Carlos, Wanderléa foi uma das artistas que mais contribuíram para colocar a música brasileira em sintonia com o fenômeno internacional que era rock na época.

Para incrementar a participação dos potiguares no Projeto, antes do show principal, o público será recepcionado pelo Dj Zé Caxangá tocando no foyer do Teatro Riachuelo, às 21h, em homenagem aos bregas e românticos do RN.

Também faz parte do Música no Ar – Unindo Talentos a realização de bate-papos/oficinas com jovens de escolas públicas ou de projetos sociais a serem realizadas pelos artistas protagonistas do projeto. Nessa edição, a banda Talma&Gadelha faz um bate-papo com jovens do IFRN da Cidade Alta, no próximo dia 10 de dezembro.

Patrocinado pela Prefeitura do Natal e pela Unimed Natal por meio da Lei Djalma Maranhão, o Música no Ar – Unindo Talentos vai distribuir 850 ingressos gratuitos no dia 11 de dezembro, a partir das 12h, podendo ser retirados dois por pessoa. A produção ainda vai disponibilizar 143 ingressos sociais, como forma de democratização da cultura, para alunos de escola pública e ou de projetos sociais, prática recorrente da Green Point, realizadora do evento.

Histórico

A primeira edição, ainda em 2011, foi protagonizada por Valéria Oliveira, que convidou Leila Pinheiro, Daúde, Lis Rosa e Antônio de Pádua para subirem ao palco ao seu lado. Essa primeira apresentação foi inspiradora para a abertura das portas do Teatro Riachuelo para o artista potiguar que passou a se apresentar com uma maior frequência naquele lugar.

Em 2013 o Projeto voltou ainda mais forte, com uma temporada de três apresentações distintas, nos meses de outubro, novembro e dezembro trazendo o multi-instrumentista Antônio de Pádua, Antônio Nóbrega, Grupo Quarteto Linha, Leci Brandão, Rosa de Pedra, Chico César e Daúde.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Assista ao vivo "Maiô" com part. especial de Júlio Andrade (The Baggios) no Festival Dosol 2014

O Festival Dosol é o evento do ano pra rock potiguar e do Brasil. Cada ano amplia-se em estrutura e idéias para que cada vez mais os shows se tornem ainda mais inesquecíveis. São noites de celebração da música. A nossa participação no Festival Dosol 2014 teve um gosto especial com a participação de Júlio Andrade, da banda The Baggios, cantando conosco. The Baggios que lá por meados de 2011/2012 conhecemos nos eventos que tocamos juntos e a afinidade foi acontecendo até chegar na parceria com nossa banda quando Simona Talma compôs "Maiô" em parceria com Júlio e que se tornou titulo do nosso segundo disco.
No palco do Galpão 29, dentro do Festival Dosol 2014, recebemos Julio Andrade pra cantar conosco e foi um momento muito especial que você pode conferir no vídeo abaixo. Divirta-se!


sábado, 24 de maio de 2014

Talma&Gadelha mostrará single e vídeo inéditos através do TMDQA!


O ano passado foi bastante marcante para a adorada banda potiguar Talma&Gadelha, que lançou o Melhor Álbum Nacional de 2013 e passou por mudança em sua formação - a guitarrista Cris Botarelli e a baterista Emmily Barreto precisaram se afastar do grupo para focar no Far From Alaska, banda que lançou neste mês de Maio o álbum modeHuman.

Seguindo em frente a todo vapor com nova formação, contando agora com Khalil Oliveira (Tio Sam) assumindo as baquetas e Adriano Sudário empunhando a guitarra, Simona Talma (voz), Luiz Gadelha (voz e baixo) e Henrique Geladeira (vocal e guitarra) apresentam neste mês sua nova música de trabalho, a primeira que marca sua nova fase.

Na próxima quarta-feira, 28 de Maio, a banda natalense fará a estreia exclusiva do single e do videoclipe de “Caê“, além de disponibilizar a canção também para download gratuito. Conforme o título e o trabalho visual já nos leva a entender, a música é uma homenagem a um dos maiores artistas brasileiros, Caetano Veloso, e a imagem de divulgação ainda lembra a capa de seu disco mais recente, Abraçaço, de 2012.

“A letra é de Simona. Juão Nin, do Androide Sem Par, deu uma contribuição na letra mexendo um pouquinho e também na melodia. E a melodia é quase toda minha com participações de todos os 3: Eu, Simona e Juão Nin. A partir da letra que Simona mostrou pronta, a música foi feita a 3 três mãos…ou seriam 6 mãos? [risos] 3 pessoas! [risos],” conta Gadelha, que também lançou neste ano seu segundo álbum solo, Supérflua, via TMDQA!.

O baixista e vocalista ainda compartilhou que a idealização do vídeo é assinada por ele e adicionou: “A ideia era trazer ‘Caetano’ ao pé da letra. Imaginando que ele estaria conosco na produção do clipe. O argumento inicial é meu. A produção e a direção do clipe foi dividida entre mim e João Augusto, que está apostando na gente e entrou de olhos fechados no projeto.”

Portanto, salve a data e o horário da estreia: 28 de Maio, quarta-feira, as 14h.

FONTE

sábado, 3 de maio de 2014

Gravação de guias para nosso novo single

Talma&Gadelha se prepara pra lançar sua nova música de trabalho "Pedra Perfeita". O single faz parte do ponta pé inicial para a produção do terceiro disco da banda o/

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Nosso caderno de composição do terceiro disco

Nosso caderno de composições para o terceiro disco. É aqui que tudo começa. Aqui a gente acumula nossos sonhos de transformar palavras e melodias em músicas pra você cantar com a gente. É uma parte deliciosa que tudo ainda está na imaginação, a composição é crua e não passou pela transformação da banda. É maravilhoso esse começo...esse recomeço.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

!!NOTINHA TRISTE OFICIAL!!

Oi gente, hoje temos uma coisa pra oficializar e contar pra vocês! Já rescrevemos essa nota incontáveis vezes por achar que nunca esta completa, nunca passa o que realmente estamos sentindo, mas a hora é essa. Força na peruca! Eu (Emmily) e Cris já não mais fazemos parte do Talma&Gadelha... Há de se entender que deixar ir também faz parte da vida, às vezes isso é necessário para continuar o caminho sem impedimentos em busca de um sonho. Como diz Luiz, o Talma&Gadelha e o Far From Alaska são uma banda só, uma parte canta em português e outra em inglês. Somos amigos, irmãos, e nem dá pra começar a falar aqui da profundidade de tudo que vivemos e sentimos uns pelos outros. É uma família, de verdade. Mas cada pedaço dessa família está trilhando um caminho, e para a felicidade de todos nós envolvidos, o momento é de separar pra fortalecer. É porque queremos que o Talma&Gadelha e o Far From Alaska dêem certo dentro dessa realidade sofrida que é a música no Brasil que sentimos a necessidade de potencializar nossas possibilidades. 
Isso porque ter mais de uma banda parece ser tranquilo, mas infelizmente não é... No começo você acha que vai dar conta, que nada vai sair do controle, mas acontece que uma hora ou outra simplesmente sai! Choque de datas, horários, agendas...  Sem contar que não, nada se paga, a gente coloca dinheiro (e muito) na parada. Pra viajar, pra ensaiar, pra tudo, e isso pesa também. A cena está longe de ser qualquer coisa perto de lucrativa (para o músico, claro). 
Quem já viu a gente perto um do outro, sabe que não tem a possibilidade disso ter acontecido através de briga, é um absurdo essa possibilidade, mas temos que deixar claro porque sei lá né, tanta gente lendo isso. A decisão foi tomada por todos, é uma conclusão de um processo natural onde tem duas bandas legais buscando seu espaço e precisam de 100% de disponibilidade pra isso. Nossos amigos do Talma&Gadelha estão com a gente nessa e nós estamos com eles! 
E, bom.. Em resumo é isso. Essa banda é um pedaço de nós e nunca vai deixar de ser! Estaremos sempre com eles, na vida, nas platéias e onde quer que seja... A certeza é que estaremos! Uma porque nossa relação é maior que as bandas, e outra porque fazemos parte de uma cena onde é IMPRESCINDÍVEL que todos se ajudem, se não a coisa não acontece. Vamos lutar juntos! 
Já o  Talma&Gadelha, daqui pra frente vai ser uma banda com 3 integrantes e músicos complementares. A luta continua e eles vão falar melhor isso pra vocês em momento oportuno.
Pra terminar, deixamos aqui o nosso agradecimento à Luiz, à Simona e a Henrique, só de conhecer cada um de vocês nos sentimos honradas. Vocês são grande influência no nosso pensar música e não poderíamos ter tido escola melhor. Foi uma dupla honra dividir banda juntos, mudou quem somos e isso é impagável e único. Obrigada por absolutamente tudo, embora só agradecer nunca seja suficiente.  

Ah! E em tempo, claroooooo: um enorrrrrme abraço em todos os fãs absurdamente incríveis que tivemos a honra de bagunçar, conversar, dançar, abraçar e tudo mais.. Vocês nos animam e nos enchem de sorrisos, obrigada de verdade!

domingo, 6 de outubro de 2013

A voz de Simona Talma CANTORA POTIGUAR É SELECIONADA POR CARLINHOS BROWN PARA CONCORRER EM SEU TIME NO PROGRAMA THE VOICE BRASIL, DA GLOBO

Por
Henrique Arruda
DO NOVO JORNAL
05 de Outubro de 2013

O programa de estreia da segunda temporada do “The Voice Brasil”, transmitido pela Rede Globo, estava perto de acabar quando os potiguares foram surpreendidos ao ver a cantora Simona Talma despontar como uma das candidatas da noite. Antes de se apresentar para os jurados, ela concedeu uma rápida entrevista ao apresentador da atração, Tiago Leifert, e explicou que já cantava em Natal há bastante tempo, citando ainda sua atuação na banda “Talma&Gadelha”, na qual divide os vocais com seu parceiro de longa data, Luiz Gadelha.

Nesta primeira fase do programa, as audições ocorrem “às cegas”, ou seja, os jurados ficam de costas para o palco, cada um sentado em sua cadeira e, somente se a voz do candidato agradar, ele aperta um botão que gira automaticamente a cadeira em direção ao cantor, selecionando-o para o seu time. Método que justifica o nome da atração originalmente holandesa, mas que ganhou notoriedade mundial a partir de 2011 com a versão norte-americana onde Christina Aguilera, Cee Lo Green, Blake Shelton e Adam Levine são os jurados.




Não foi diferente com Simona Talma. Ela subiu ao palco escolhendo “Tango de Nancy”, composta por Chico Buarque, e cantou para os jurados esperando que algum deles virasse a cadeira, o que só aconteceu quase no final de sua apresentação, quando Carlinhos Brown decidiu escolher a cantora potiguar para integrar o seu grupo.

Claudia Leitte, Daniel e Lulu Santos não demonstraram interesse na cantora. Caso mais de um jurado virasse a cadeira antes que a sua apresentação tivesse terminado, era Simona Talma que deveria escolher com qual jurado ela queria trabalhar. Em uma salinha fora do palco, o cantor Luiz Gadelha e a atriz Quiteria Kelly acompanharam tudo por uma TV torcendo pela amiga.

As manifestações nas redes sociais a favor da participação da cantora foram imediatas. Talma ganhou elogios até mesmo de Boninho, diretor do programa, que soltou no seu perfil oficial do twitter “Essa Simona Talma é uma voz!!! #THEVOICEBRASIL personalidade”. O deputado federal Jean Wyllys também elogiou a cantora pelo microblog.

“Gosto de Simona! Voz linda e ainda escolheu Tango para Nancy, de Chico Buarque, que eu amo! #TheVoiceBR. Tinha que ser Brown a virar para Simona! Ela é boa! Tem inteligência musical e não tem voz afetada! Gostei! #TheVoiceBrasil”, tuitou.

Após formar seus times, os jurados, ou treinadores, como também são chamados, devem instruir os candidatos para que eles possam competir uns contra os outros. A batalha ocorre no palco do programa, onde a dupla divide os vocais em uma mesma música. Quem se sair melhor, na opinião do treinador, avança na competição. O próximo desafio da cantora potiguar é passar justamente por esse ringue, o que deve acontecer nas próximas semanas, depois que as audições às cegas forem concluídas.

Caso Simona Talma se torne a vencedora desta edição do programa, ela ganha um contrato com a Universal Music, um carro, gerenciamento de carreira e um prêmio no valor de R$ 500 mil. O perfil oficial da banda Talma&Gadelha no facebook agradeceu o carinho dos fãs, em uma mensagem publicada ontem. “Agora é continuarmos torcendo por ela e que nossa música se espalhe pelo mundo à fora! Abraço em todos!”, dizia parte da mensagem.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Deixe meu amor

por Pablo Capristano




Não há melhor tradução para a maneira contemporânea de se experimentar o amor do que o rock. Na sua simplicidade radical, na sua autenticidade, na compreensão crua que nasce antes de qualquer interpretação racional, é o rock que nos ensina o que é amar em tempos tão sombrios. Se pudesse fazer uma lista das grandes canções de amor que encontraram no rock seu fermento, não acharia lugar nessa lauda.

Pra mim, que sou anacrônico, que me sinto cada dia mais antigo, que cresci em um tempo diferente daquele em que minha alma mora, que teimo em não me satisfazer com o mundo, fazia uma data que já havia perdido a esperança de que o rock pudesse me oferecer mais alguma coisa. Por isso me refugiei em CDs antigos e velhos discos de vinil, ouvindo meus retalhos, minhas significações sonoras, as memórias dos sons que compuseram minha vida.

Então, quando menos esperava, fui pego nessa lufada de um vento velho, daqueles de agosto, que vem com sua fúria bandoleira arrastando dunas e soterrando as casas na beira da praia. O som de Talma&Gadelha me pegou na covardia. Quando estava desajeitado e desatento, caminhando meio que a esmo pelas ruas de mão única desse tempo infestado de batidas eletrônicas e de experimentações pretensiosas.

Fazia tempo, desde que o Bugs laçou seu primeiro CD no começo da década passada, que eu não tinha tanta vontade de escrever sobre uma banda de rock como tive agora. Desde que ouvi o primeiro CD de Talma&Gadelha, já tinha essa sensação. Já padecia desse sentimento inusitado de saber que, na dicção do rock, ainda havia espaço para uma comunicação direta com esse meu coração antigo.

Sei que, como fenômeno social, como força estética de revolução, o rock já deu o que tinha de dar. O problema é que Talma&Gadelha teimaram em me lembrar, que a crônica de nossos sentimentos ambíguos ainda pode encontrar eco na pegada distorcida e densa das guitarras, na simplicidade falsamente ingênua daquele roquezinho antigo que fala no corte aberto, sempre quente, dessa avalanche de insanos devaneios que alguém batizou de amor.

É o amor, que são tantas coisas nestes tempos de pós-tudo. É o amor a armadilha fundamental que nos transporta em direção à origem. É o amor que rasga nosso verniz de modernidade e faz nascer aquela seiva demodê, aquele cortejo de esperanças loucas, aquela comunhão que nos liberta do mundo.

Sou anacrônico, amigo velho. Não acredito em amor que não seja uma ferramenta de transcendência. Não acredito em amor que não reapresente o mundo com uma força tectônica tão poderosa que move a vida de um sujeito por décadas, mesmo depois que o terremoto da paixão já tenha deixado de fazer seus estragos mais visíveis.

Pra mim, nesses dias em que se anuncia a metade da minha vida, foi “Saturno”, canção do disco Maiô, com sua vibração grunge, com sua melodia que desempacota a alma, que dá voz a nossa solidão; foi essa canção que me ofereceu uma visão desse amor sem cabimento que insiste em nos assombrar, mesmo quando pensamos estar seguros, bem longe de sua influência libertadora.

Saturno é o senhor do tempo, o mestre do karma. Ele ensina pela dor e cauteriza nossas fantasias. Ceifa o assombro de nossos sonhos, mas abre caminho para que a novidade surja, no meio das cinzas que o antigo deixa pelas margens do caminho. Quando um novo tempo quer nascer, e um tempo antigo não se deixa morrer, é Saturno que castiga os apegados com suas hostes de monstros.

Mas o amor, tal qual menino malcriado, é uma mentira contra o tempo.

Ele engana Saturno, reinventando o passado a partir de um presente tão intenso, que redimensiona as coordenadas de nosso futuro. Eu, que há mais de quinze anos insisto em amar a mesma mulher, sei que o amor nunca fracassa. Somos nós, desajeitados e desatentos, encantados pela banalidade do mundo, que o deixamos sorrateiramente se ocultar nas frestas da memória.

Até que uma canção o extraía de seus mais elaborados esconderijos.

DISCO: “MAIÔ”, TALMA&GADELHA

Por Allan Assis

Miojo Indie




Registro de impressões da banda potiguar Talma&Gadelha sobre a capital paulista, Maiô (2013, Independente) transporta letras e sons sob a inspiração da MPB para junto de uma mistura calcada nas sonoridades do pop rock de forma acessível e radiofônica. Mais do que brincar com as palavras e radiações sonoras versáteis, o registro forçaa todo o instante sua mensagem: o amor como intervenção nos dias cinzas da cidade de concreto.

Arrumadas as malas, o grupo saiu de Natal, Rio Grande do Norte para a primeira turnê em São Paulo, porém, tão logo aportaram em solo paulistano tiveram de lidar com os contratempos da cidade. Entre compromissos cancelados e shows reajustados, encontraram tempo para iniciar o processo que daria origem às 11 faixas do sucessor de Matando o Amor (2011), álbum de declarações fáceis e doces reflexões sobre o amor, mas que se adornava em meio às melodias de um rock cru com pé na agressividade. No presente registro, o tema ainda traz o mesmo sentimento como fio condutor das ações e composições da banda, a diferença está no cenário e nas experiências que impulsionam o propósito do grupo.

Abre o disco a faixa título, com Simona Talma expondo de forma nostálgica as saudades de casa e o calor das pessoas de seu estado. Acompanhada por guitarras de inspiração setentista pra abrir o trunfo máximo da canção, a vocalista emenda em um refrão chiclete que pede por um simples abraço. Logo em sequência, Homem de Lata demonstra o outro lado do amor, aquele que faz sofrer e traz infelicidade quando não correspondido. A solução proposta é o endurecimento dos sentimentos, a ausência dos desejos e um esforço que pouco à pouco torna as pessoas menos humanas.

Agridoce, a sonoridade do álbum é basicamente o elemento responsável por tirar o tom de tristeza que as letras impõem. Tomado por riffs de guitarra e encaixes acelerados, o disco exibe aproximações com o trabalho de bandas que têm alcançado sucesso com a mistura entre rock e arranjos sutis, algo próximo do que Ludov e Vivendo do Ócio apresentam. É justamente essa relação que impulsiona a presença de Jajá Cardoso, vocalista do grupo baiano e presença essencial em Homem de Lata. Outras parcerias surgem ainda pelo disco, como em Anjo Exterminador com a cantora Andreia Dias – retribuição à parceria da banda no trabalho solo da artista, Pelos Trópicos -, além de Andreia Martins, da extinta Canto dos Malditos na Terra do Nunca, que ajuda na composição de Voltar ao Começo e Em Nome do Amor. Sobra ainda para Júlio Andrade (The Baggios) marcar presença na autointitulada faixa de abertura.

Curioso observar que não apenas o instrumental e os versos parecem marcar a presente fase da banda. A arte do álbum externaliza algumas das sensações que parecem ter impressionado o grupo durante a curta estadia em São Paulo. O amor não se ausenta da cidade, ou torna seus habitantes imunes aos sentimentos, mas talvez se faz escondido em meio às tantas obrigações diárias a que chegam em ritmo cada vez mais intenso a cada um dos passantes. Os gigantes abraçados na capa do disco são uma esperança de que trazer o tema à superfície talvez seja suficiente para tirá-lo das esquinas, espremido entre intervalos de almoço.

Trabalhado no contraste entre as letras doces e a instrumentação acinzentada, com o novo álbum a banda encontra um claro ponto de transformação perto do que parecia transmitido com seguro no último disco. Alimentado por uma simplicidade natural, o registro se de deixa impregnar por uma série de referências poética talvez desgastadas, mas que encontram beleza e tradução – principalmente sentimental – nas mãos do grupo, que encontra em uma rápida visita à São Paulo as bases para todo o trabalho. Dessa forma Maiô nada mais é do que um simples disco sobre amor, tema de natureza banal em diversos aspectos, mas como provado aqui, nunca desnecessário.



Maiô (2013, Independente)

Nota: 7.5
Pra quem gosta de: Ludov, Vivendo do Ócio e Luiz Gadelha
Ouça: Em nome do amor, Saturno e Anjo Exterminador

quarta-feira, 3 de julho de 2013

R&P TV: ENTREVISTA COM TALMA&GADELHA Marcadores: #Cultura, #entrevista, #musica, #vlog



Com três anos de banda, um álbum novinho em folha, muita competência, simpatia e simplicidade a banda Talma&Gadelha conquista mais e mais fãs a cada dia por esse Brasilzão de Deus. Comigo não foi diferente. Tenho acompanhado o trabalho deles desde o lançamento do primeiro álbum e só me apaixono mais a cada dia.

Achando pouco, eles resolveram me deixar ainda mais caída de amores convidando essa blogueira que vos fala para acompanhar um dos últimos ensaios antes do lançamento do Maiô, ultimo álbum da banda, e concedendo uma entrevista divertidíssima à R&P TV, onde falaram um pouco do novo trabalho além de contar histórias e curiosidades desse tempo de estrada.

Se joga e aperta o play!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Clima retrô-moderninho para o lançamento de Maiô, com Talma e Gadelha

Show de lançamento do segundo álbum acontece no Centro Cultural Dosol e, no sábado, 
duas sessões na Aliança Francesa de Natal

Por Sergio Vilar para Portal no Ar

Quinteto lança disco em Natal antes de excursionar Brasil
afora (Foto: Gustavo Rocha)
Após matar o amor e liberar para acesso gratuito na internet, o quinteto potiguar Talma&Gadelha promove o show de lançamento do segundo álbum de carreira, intitulado Maiô. Será nesta sexta-feira, às 22h, no Centro Cultural Dosol (Ribeira). No sábado, repeteco do show na Aliança Francesa (Rua  Potengi, Petrópolis, ao lado da Praça Pedro Velho), em duas sessões: às 19h e às 21h. Ingressos: R$ 10 ou R$ 15 com o CD.

Para explicar a primeira frase do parágrafo acima, a banda não é cética ou amargurada, é que o primeiro CD do Talma&Gadelha se chama Matando o Amor. E, bem da verdade, eles nem queimaram a última ponta do álbum. Nos shows, além das dez novas faixas do Maiô, também vai ter uma piuba do disco de estreia, com algumas canções já bem conhecidas do público, a exemplo da faixa-título, d’O Roqueiro e a Hippie, entre outras.

“Maiô está presente em uma das canções do disco. A música fala da vida corrida de São Paulo, da correria do metrô, da falta de afeto e da falta que o mar faz. Então, Maiô remete à saudade de casa, mas também à liberdade; uma liberdade sonora; uma liberdade do amor, de amar abertamente. Não é tanto o amor romântico. É o amor às pessoas, à natureza”, conta o compositor e vocalista Luiz Gadelha. E a parceira nas composições e também vocalista Simona Talma, brinca: “Como você vê, o Maiô é muita coisa”.

E não poderia ser diferente. O Talma&Gadelha arrebanhou uma legião de fãs em Natal –novidade ao cenário musical da cidade afeito ao “de fora”. Público fiel e com letras do primeiro álbum na ponta da língua. O trabalho também ganhou repercussão fora. A banda excursionou pelo Nordeste, Norte e Sudeste, tocou em festivais de música, concedeu entrevistas e, o melhor, presenciou fãs em Estados onde sequer pensava que sua música fosse minimamente conhecida – uma viagem sonora por bytes e 
downloads
 sem fronteiras.

“Anderson Foca disse pra gente que se tocássemos na Rússia pelo menos cinco pessoas já teriam ouvido nossa música. É a força da internet”, se orgulha Simona. “Nos surpreendemos com a quantidade de gente cantando nossa música em Maceió; em Feira de Santana, no meio da Bahia, gente chorando e nos deixando desconsertados. Eram pessoas já íntimas do nosso trabalho. Até os jornalistas quando nos entrevistavam conheciam bem nossa trajetória. Talvez isso aconteça porque tudo que fazemos é muito aberto, participativo”, disse Talma.

Além de retrô e de libertário, o novo álbum do Talma&Gadelha é também um recorte real e mais atual do quinteto; quase um disco de estreia. “A banda surgiu pelo projeto Incubadora (promovido pelo Combo Dosol) em 2011. Eu e Simona jogamos ali o que tínhamos pronto, chamamos os outros e concluímos o Matando o Amor. Depois vieram as vivências enquanto banda, as viagens, a troca de experiências com outras bandas, nosso próprio relacionamento. Então, o Maiô é resultado dessa identidade enquanto banda; não fomos Talma&Gadelha no nosso primeiro álbum”, pontifica Luiz Gadelha. E brinca: “Não significa que amadurecemos, mas agora temos mais certeza do que somos e do que queremos”.





TALMA & GADELHA – MAIÔ

03 JUN 2013 POSTADO POR RÁDIO UFSCAR

O amor pode até ser um tema meio batido, mas Talma & Gadelha sabem bem como explorar suas inúmeras facetas. Matando o Amor foi um dos registros mais divertidos de 2011,  trazia um som meio “retrô-moderninho”, com melodias deliciosas e uma boa dosagem de psicodelia erock n’ roll instrumental. Mas, depois de ouvir o álbum todo, a temática parecia cansar… Ficava então a pergunta: para onde ir depois de matar o amor?

O grupo potiguar foi pra São Paulo e, como o casal apaixonado de gigantes que ilustra a capa do disco, conseguiram encontrar mais amor em meio ao tom cinzento da cidade. Maiô vem fresquinho, com a banda renovada, sintonizada com as novas tendências do indie rock nacional, e sem perder aquele charme setentista de seu debut. Talma e Gadelha também fizeram novos amigos e isso reflete na nova sonoridade do grupo.

O disco já começa com a inconfundível guitarra de Júlio Andrade, do The Baggios, no rock n’ roll da faixa título. Na letra de “Maiô”, Simona Talma aparece nostálgica, cantando a saudade de casa, e, ao mesmo tempo, evidenciando a frieza da capital paulista. Seguem outras colaborações: Andreia Dias que, foi assistida pela banda em “Pelos Trópicos”, retribui o favor com “Anjo exterminador”, e Jajá Cardoso, da Vivendo do Ócio, participa da divertida “Homem de lata”.

Já deu pra notar que tem um elenco de peso envolvido neste trabalho, e, é claro, só podia sair coisa boa. Maiô é um excelente álbum de música pop – e não há problema algum nisso. Cada uma das canções do disco são potenciais hits, daqueles que grudam na cabeça rapidinho, e o lançamento é tão fluido que sua meia hora de duração passa voando.

Tudo bem, falar de amor pode ser clichê, careta, quadrado, e até mesmo redundante, mas, às vezes, é necessário. É pra isso que bandas como Talma & Gadelha estão aí: por mais que cantem “as mesmas palavras com outros significados”, como bem lembra Simona na faixa de encerramento de Maiô, o som do grupo vai sempre encontrar relevância, seja na noite chuvosa e solitária de um romântico irreparável, seja nos dias ensolarados de um casal apaixonado.

Henrique Gentil
Bolsista em programação musical da Rádio UFSCar

A seguir, a lista de músicas que você escuta de segunda a sexta, às 9h45, na Rádio UFSCar.
segunda-feira
Maiô
Homem de lata
terça-feira
Anjo exterminador
Espanto
quarta-feira
Em nome do amor
Amigo cupido
quinta-feira
O mais esperto
Saturno
sexta-feira
Calmantes
Voltar ao começo
Revisão: Sheila Castro

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Lançamentos Nacionais de 2013 - Parte 35: Edi Rock, Talma & Gadelha, Tempo Plástico

Por
La Cumbuca





Edi Rock – Contra Nós Ninguém Será













01. Selva De Pedra
02. Você Não Pode Se Enganar
03. Estrela De David
04. Na Rota Da Ambição
05. Salve Negoo
06. Interludio
07. Aro 20
08. Eu Canto Uq Soul
09. Voltarei Para Você
10. Abrem-Se Os Caminhos
11. Interludio
12. Gangstar
13. Cava Cava
14. Liberdade Não Tem Preço
15. Não Deixe A Minima
16. Interludio
17. Tá Na Chuva
18. Última Missao
19. Final Feliz
20. Interludio
21. Thats My Way
22. Homem Invisível
23. Viver E Deixar Viver



Talma & Gadelha - Maiô












01. Maiô
02. Homem de Lata
03. Anjo Exterminador
04. Espanto
05. Em Nome do Amor
06. Amigo Cupido
07. O Mais Esperto
08. Saturno
09. Calmantes
10. Voltar ao Começo



Tempo Plástico - Fazendo a Lata Velha Voar














01. Yellow Líquido
02. Enquanto o Mundo Não Vem
03. Kerouac
04. Gift
05. Se Quiser Saber
06. Lafaiete
07. No Tempo Certo
08. Passe
09. Meia-Noite
10. Choosing a Way
11. Electric Bird
12. Libertas

terça-feira, 28 de maio de 2013

Talma & Gadelha disponibiliza novo disco para download

Por
Atividade FM


Ontem foi dia de lançamento para a banda potiguar Talma e Gadelha, eles lançaram seu segundo álbum de estúdio chamado de ˜Maiô”. O sucessor de “Matando o Amor” (2011) possui participações de amigos artistas, como Andreia Dias, Niela Moura (Gloom), Júlio Andrade (The Baggios), Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio), Andrea Martins, Khrystal, eles contribuiram em diversas faixas. O álbum possui a produção musical e arranjos de Henrique Geladeira, concepção visual e arte feita por Gustavo Rocha, mixagem e masterização de Cássio Zambotto com todo o apoio e estrutura do selo DoSol.


Escute "Em nome do amor"

 

Disponível pra download gratuito, o segundo CD do Talma&Gadelha "Maiô"




Baixe agora o novo trabalho do Talma&Gadelha intitulado Maiô. 

Para saber mais do disco e de todo o processo. leia o texto de apresentação do trabalho por Simona Talma!

 MAIÔ

 O Maiô começa na nossa primeira experiência complicada como banda, nossa primeira tour, 20 dias em SP, muitas datas que estavam previstas no estado de São Paulo caíram e tivemos que ficar na cidade de São Paulo a espera dos shows que viriam. Foram alguns dias pra imprensa, muitos dias de vivências interessantes na Casa Fora do Eixo e dormir juntos, comer juntos, sair juntos, viajar juntos, saudades de casa, conhecer sampa e conviver intensamente. Das tardes olhando um pra cara do outro surge a letra “Maiô”, a música e letra de “Calmantes”, a letra de “Espanto” e muitas outras letras, melodias e harmonias que não entraram, mas que existiram pra colaborar pra o que seria um dia o Maiô.

Entre 2011 e 2012 fizemos alguns dos shows mais importantes de nossas vidas, decisivos. Conhecemos muitos músicos, vimos muitos shows e algumas dessas trocas estão eternizadas nesse trabalho. Gravamos no CD Pelos Trópicos de Andreia Dias, a parceria se estende, tocamos juntos em Natal e Fortaleza, o que levou a música “Anjo Exterminador”. No Festival DoSol 2011 conhecemos a Gloom de Goiás, daí tocamos no Festival Bananada em 2012 acompanhados pela guitarrista da banda, Niela Moura, o que rendeu “Espanto”, musicada por ela. Na Feira da Música de Fortaleza nos deparamos com muitas bandas boas, entre elas a impressionante The Baggios(SE), todos se apaixonaram, eles vieram pra cá, nos encontramos no Rock Cordel em Maceió e Júlio Andrade nos dá a honra de musicar “Maiô”. Em 2012 os meninos da Vivendo do Ócio, que começou na Bahia mais reside em SP, vem fazer uma mini tour por aqui e o Talma&Gadelha é escalado pelo DoSol pra estar junto, fizemos Natal, Mossoró e João Pessoa, aprendemos com o profissionalismos deles, mas rimos juntos também e veio “Homem de lata” musicada por Jajá Cardoso.

Mas havia ainda uma futura parceira de canção que nos aproximaríamos virtualmente; Andrea Martins, cantora e compositora baiana da banda O Canto dos Malditos na Terra do Nunca. Primeiro um contato via email por causa de um projeto de cinema e música. Depois amigos em comum numa rede social e aí… Papo vai e papo vem, “Vamos fazer uma música juntos para o segundo disco da nossa banda?” Andrea topou e musicou duas letras “Em nome do amor” e “Voltar ao começo”.

Enquanto isso nós continuávamos compondo pra escolher as melhores, Luiz manda uma letra pra Khrystal, nossa parceira de longa data de Natal, e ela musica “O mais esperto” especialmente pra nós, algumas músicas vieram pra complementar o disco como Amigo Cupido e Saturno e fechamos o repertório, foram meses trabalhando as músicas de forma acústica, mais um mês em estúdio e tudo pensado como muito cuidado na produção musical e arranjos de Henrique Geladeira e em toda concepção visual e arte feita por Gustavo Rocha, mixagem e masterização de Cássio Zambotto com todo o apoio e estrutura do selo DoSol, conheça, vista, sinta, permita, liberte o Maiô!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Cena Independente #16 - Abril de 2013

por Fuga Underground


30 abril 2013 Cena Independente #16 - Abril de 2013




















A coletânea Cena Independente de abril apareceu com mais um punhado de boas novidades da cena underground nacional de 11 estados diferentes. Feita através da parceria entre diversos blogs na curadoria de suas cenas locais, a edição deste mês trouxe muito pop, rock, música eletrônica e instrumental. Destaque para Nathalia Ferro, com um trabalho que deve agradar especialmente fãs de Tulipa Ruiz; o rock noventista do Baztian; e o electropop de Apollo, que encerra a mixtape em altíssimo nível.
Como curador do RN na coletânea, o FUGA não poderia deixar de trazer o novíssimo single de uma das mais importantes bandas da cena potiguar: o Talma&Gadelha.



Clique para baixar a Cena Independente #16
Conheça um pouco mais de cada faixa da coletânea:

 

RIO GRANDE DO NORTE:
FUGA Underground Talma&Gadelha – Em Nome do Amor pop Depois do excelente Matando o Amor (2011), a banda mais querida por público e crítica no RN volta agora com material inédito. Em Nome do Amor é o primeiro single de Maiô, álbum que deve ser lançado no início de maio. Com letra de Luiz Gadelha e Andrea Martins, vocalista do Canto dos Malditos na Terra do Nunca, a música não deve decepcionar os fãs das boas letras e melodias do pop maduro do grupo. Ainda trilhando pelos mesmos caminhos do álbum anterior, Em Nome do Amor só aumenta a expectativa e a promessa por um dos bons álbuns nacionais do ano.
Para quem gosta de: Lulu Santos, Pato Fu, Ludov
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MARANHÃO:
Shock Review Nathalia Ferro – Instante alternativo/brega/rock/música latina Após se consolidar no cenário musical maranhense, a cantora e compositora Nathalia Ferro, conhecida primeiramente por seu trabalho voltado ao reggae, inicia uma nova fase musical em sua carreira, com uma abordagem mais versátil, passeando desde o blues, brega, até o pop e o rock alternativo. Para pontuar com ênfase essa nova fase, surge o primeiro disco da cantora, intitulado Instante, registro o qual contém cinco faixas, gravadas no estúdio Andar de cima, sob a produção musical de Memel Nogueira e de Nathalia Ferro e banda. Instante é um apanhado de composições da cantora e de parcerias com outros compositores e interpretação de canções de outros compositores maranhenses. Contando com o trabalho dos músicos que formam a banda da cantora, João Simas (guitarra), Marlon Silva (baixo), André Grolli (bateria), e com a participação de Dney Justino (teclados), o EP instante foi lançado recentemente em março de 2012, e é uma amostra do primeiro disco da cantora, previsto para ser lançado ainda esse ano.
Para quem gosta de: Otto, CEU, Tulipa Ruiz
Mais de Nathalia Ferro no Soundcloud

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